O CÉU COMO LIMITE

Aeronáutica

Crossover 

Alcançando o céu

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Desenhar uma aeronave completamente nova é um compromisso extremamente complexo e desafiante, requer capacidades muito avançadas de estilo e engenharia e, por isso mesmo, ficamos muito satisfeitos com este desafio: realizar a visão de um homem de voar. Para cumprir os requisitos desta aeronave, cada grama foi importante, pelo que, devido à sua impressionante relação peso/resistência, os polímeros reforçados com fibra de carbono (CFRP) foram profusamente usados na fuselagem, nas superfícies aerodinâmicas e noutros componentes internos. 

O Crossover nasceu do desejo do nosso cliente de desenvolver integralmente e de raiz uma aeronave ultra-ligeira inovadora. A IDEIA.M foi responsável pela conceptualização, estilo, modelação CAD, aerodinâmica, FEA, engenharia mecânica, moldes e consultoria na construção. 

O design foi inspirado por um projeto académico dos anos ‘70, chamado FS-29. O projeto era demasiado avançado e ambicioso para as tecnologias existentes nessa altura, pelo que, então, ficou na fase de protótipo. Entretanto, com este novo desafio, aquele pareceu-nos ser um excelente ponto de partida. O Crossover é assim chamado pelo sistema específico de asa que permite a variação de envergadura.

 

Desde o primeiro desenho, o desafio foi o de conseguir uma configuração híbrida entre planador e crossover. O equilíbrio de performance teve ser corretamente afinado para se adaptar tanto a manobras em alta velocidade como a uma configuração de planeio. 

Como se trata de uma aeronave completamente nova, todos os detalhes tiveram de ser pensados e desenhados, incluindo comandos de voo, trem de aterragem retráctil ou o sistema escamoteável dos conjuntos hélice/motor. As condições de carga foram calculadas para garantir total conformidade com as especificações da certificação CS-VLA. 

Para alcançar a sensação de um automóvel desportivo no céu, diversas decisões foram tomadas antecipadamente durante o processo de design, tais como a configuração de dois lugares, lado-a-lado, e o acesso ao cockpit tal como num automóvel. O peso teve ser mantido num mínimo absoluto, logo a fibra de carbono é utilizada profusamente no Crossover, cuja propulsão é assegurada por motores elétricos.